E nem metade da minha espera cansa
Pode tentar
Queria sair e ver o mar, beber mate leão
E nem sei por onde começo
Pode cantar
Mas, às vezes, penso sério em desistir e me deixar pra lá
Pra que tanta resistência se não saio do comum
Quero ter lucro de felicidade, e demora tanto a vir
Então, vou ficar aqui, bem a vontade, esperando o tempo me engolir
Porque na pressa eu me perco e fico cega
Só a calma me faz rever o canto, o sopro, o chão
Só queria novidade
Nem tudo é mistério
E nessa tal atividade
Aprendo a viver

Ando mutante de mim. Ah, e nem um pouco à vontade com a vida. Questionando tudo, as respostas principalmente. Levantando poeira com a sandália, chutando bola de papel. Ando um saco. Tô aprendendo a dizer não na mesma proporção de dar respostas duras. Uma resistência doida à calmaria. Procurando novidade, contando as horas. Impossível até pra si. Mas, alguma coisa vai acontecer. Isso é um relógio humano. É quase uma adivinha. Como diz o Lock, "vai chover ".
Imagem: Lady with and ermine, by Leonardo da Vinci
Imagem: Lady with and ermine, by Leonardo da Vinci


Nenhum comentário:
Postar um comentário